terça-feira, 18 de novembro de 2014

RUPTURA DO DIALOGO INTERIOR

As pessoas estão rompendo sua capacidade para o dialogo a todo o momento...



Abrem um abismo de silencio!





Um vácuo onde o som não tem a mínima possibilidade de ser ouvido. Não existe eco! Não existe reverberação!

 Já não somos mais ilhas em meio ao mar onde pelo menos pela água podíamos chegar um ao outro...


Agora estamos espalhados no universo! Somos viajantes no espaço galáctico. Somos astros celestes... Meteoros... Cometas... Luas... Sol... Planetas... Planetões...  Planetinhas...  Orbitando no vácuo. Nada nos atrai... Só os nossos pensamentos egotizados - narcisistas - individualistas. Somos filhos dependentes de aparelhos virtuais!

 Plantados como baobá em nossos planetoides. Só temos tempo para a nossa flor ou celular. Como ela não dialoga perdemos a capacidade de descobrir outros mundos. Perdemos a percepção que existem outras formas de vida.

Caímos na subjetividade de que somos os únicos no universo! Na realidade cremos que somos o universo. A cada dia afundamos na egolatria - no narcizismo - e individualismo. Quero tudo para mim - eu sou o máximo - eu sou o único. Neste tripé de auto conceitualismo obliterado contaminamos o vazio das nossas emoções e a cada dia nos fechamos para as tantas experiências inovadoras de vida.

Onde está o dialogo? Perdido no vazio interior do nosso universo. Por que acreditamos que o que sou é mais importante do que o outro é... E não abrimos a porta para o dialogo.

Onde está o dialogo? Sufocado nas entranhas da nossa mente perdida na egolatria.

Onde está o dialogo? Refletido nas águas do meu narcisismo.

Onde está o dialogo? Empedrado nas forças do meu individualismo.



Não existe dialogo porque dentro de mim tampouco existe espaço suficiente para ele. Está tudo apertado e esmagado pelas forças do egoísmo - do narcisismo - e do individualismo.

Estes três convidados tem impedido que eu pudesse criar um espaço interior para o dialogo. Impedem que eu converse comigo mesmo de forma saudável. Os meus visitantes não param de repetir você é o cara... Para que olhar para fora de si mesmo e ver que existem outras pessoas!

Deturpam a linguagem interior do dialogo. Eles precisam ser convidados a sair... Mas o custo inicial para saírem é muito caro o qual nem sempre estou disposto a pagar.

Mas eles precisam sair...




JANELA DA REALIDADE

A nossa mente possui essa coisa de produzir um padrão de imagem bem particular. Ela se sustenta do coletivo das nossas relações por que tudo, de uma maneira em geral, está dado para isso. Esse universo particular possui um só objetivo – criar nexo para nossa identidade, nossas respostas da realidade, criar nosso perfil de felicidade. Elas são as pontes da nossa felicidade. Grande parte dos divórcios atuais é justamente porque se abre uma ruptura das nossas expectativas – o cônjuge após o casamento as quebra com respeito a uma serie de coisas, e, logo vem a ruptura, divorcio. Esse capitulo gostaria de discutir um pouco sobre isso – Como construímos essa nossa realidade? Como produzimos a nossa realidade sobre essa nossa verdade? A realidade e a verdade das coisas são minhas. São particulares! Cada um possui sua própria criação da realidade verdade sobre a vida. A janela da realidade sobre a verdade da vida é uma criação nossa e bem particular que muitas vezes só faz sentido pra nós mesmos. Elas são um amontoado de experiências individuais e coletivas, portanto, fazem parte deste constructo que é nossa vida. Compõem nosso leque imaginário da verdade.
         Quando tenho a oportunidade de entrevistar pessoas com esquizofrenia onde fica muito mais fácil de compreender como nossa mente pode nos auto enganar. Ali diante desses pacientes com historias incríveis, mas que refletem sua perspectiva de verdade sobre sua realidade. Cada peça da sua realidade é montada com um único objetivo – esquivar-se da dor. Elas se mobilizam para um olhar através da vida sem dor. Tudo bem que elas estão mentalmente doentes, mas fica ali um alerta para mim mesmo – não estarei eu fazendo o mesmo? Criando um universo ao verso das outras pessoas? É incrível, mas real, em maior ou menor medida o fazemos e, sempre que o desfazemos a guerra está instalada na direção daquele que rompeu a redoma. Sejam, opiniões, torcidas, crenças, religiões, estamos arregimentados para a batalha da nossa sobrevivência mental. Perder a minha opinião é perder a identidade da vida! Nos agarramos e nos aferramos a essa convicções e o naufrágio delas é a morte das nossas expectativas.
         Portanto, achei natural a reação dos conterrâneos de Jesus quando Ele proclamou-se o Messias. As fotos diárias da vida de Jesus passaram sobre suas mentes e ela refutou dizendo: Ele é o carpinteiro que conhecemos! Romper esse paradigma formado ao longo dos anos no inconsciente social custa, e, caro. Mas, uma coisa precisamos saber: o que é a janela da nossa realidade.                                                            
Tomando como algo que apreciamos a todo momento, que é o pôr do sol no mar, façamos uma linha divisória entre esses dois planos – o céu e o mar. É algo lindo de ser apreciado! O céu e o mar tocando-se! Olhando para essa linha de separação, que divide o céu e o mar, está o horizonte – O HORIZONTE DA REALIDADE VOCÊ CONSTRÓI A PARTIR DO QUE VOCÊ VÊ - PERCEBE – SENTE. Seus olhos possuem a capacidade de dar 180° de ângulo para distinguir tudo o que está dentro daquele quadrado mágico – você e seu mundo. Meu mundo, nosso mundo. É a sua percepção da vida. É uma janela no qual sua mente distingue as coisas do seu modo “sui genere” ou seu modo de entender a realidade da vida. São as suas verdades! É o lugar onde estão as tuas verdades. Da JANELA DA REALIDADE, dai surgem as tuas reações frente aos desafios que a vida impõe. Para operacionaliza-la todos precisamos de instrumentos que irão ativar a formação do horizonte da realidade. Eles são as nossas memórias geradas desde a infância. São os relatos de família. São as experiências oriundas de todas as partes aos quais as selecionamos de acordo com as convicções preestabelecidas no seio familiar e depois nas nossas incursões na vida. É tudo muito dinâmico a criação das nossas verdades porque aqui jogam duas vertentes – a genética e a experiência de vida. Juntas elas dão a cor da nossa personalidade.
A Bíblia consegue colocar os marcos de uma construção de realidade, que redunda em personalidade, o mais próximo possível do céu. A primeira fase dessa construção está na consciência de nós mesmos. “Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos em que dirás: Não tenho prazer neles; antes que se escureçam o sol e a luz, e a lua, e as estrelas, e tornem a vir as nuvens depois da chuva...” Ecl. 12:1-2 A minha mocidade é o palco dessa construção. Ou a faço de maneira correta ou não terei mais “prazer neles” e “não verei mais o sol e a luz...”; o tempo de possuir, é ali, quando a minha mente está tomando a forma definitiva. A ultima parte deste cérebro em crescer totalmente e o lóbulo frontal que termina aos 21 anos de idade, nesse momento pára tudo! O que você é se deu de forma absoluta!



A nossa construção da realidade precisa passar pelo modelo de Deus. Este modelo poderíamos entender como toda a revelação de de Deus ao homem. Cada momento Ele introduz uma forma de pensar que seja mais sustentável a base nosso jeito de ser. Que essas repostas ao ambiente não se traduzam num espirito conflituoso. Na realidade Deus quer um ser baseado na Sua maior expectativa – a Paz – por isso seus filhos serão chamados de pacificadores.

segunda-feira, 31 de março de 2014

CRISTÃO ADAPTADO X TRANSFORMADO

Para este mundo intrinsecamente confuso surge o crente adaptado. É uma figura que frequenta a igreja sem reproduzir as transformações essenciais pensadas por Jesus para aqueles que o seguiriam através dos tempos. Sem nascer de novo cobre-se com um estereótipo de comportamento que oscila entre o fanático e o profano. Entre esses dois polos apresenta variantes dessas nuances com suas respectivas matizes.

Um mesmo cristão tem a capacidade de expressar vários perfis ao longo de sua existência cristã. Reproduz sem uma explicação bíblica vários tipos de estereótipos. Sua forma de pensar expressa-se num ser hermético para perceber suas condutas interiores e exteriores. Expressa uma conduta de indiferença e até menosprezo para com o próximo ou semelhante na sociedade em distintos graus contrariando a abordagem de Jesus na parábola do Bom Samaritano e afins.

 De pensamento com conteúdo narcisista senta-se nos bancos para postar um “self” dos seus logros “espirituais”. Para conseguir a aprovação do grupo social cristão a qual pertence poda as condutas que possibilitam rechaço, mas que no amago estão latentes. Compõe um leque de comportamentos configurado com as expectativas do grupo. Inseguro interiormente na fé cambaleia nos seus bastidores a fim de encontrar respostas para seu futuro incerto. Não se envolve ou se compromete de forma efetiva e profunda nos planos ou trabalhos da sua comunidade. Exibe uma superficialidade nos seus traços religiosos. Depois de um tempo se cansa e assume o que realmente É...

Diferentemente um CRISTÃO TRANSFORMADO possui a capacidade de exibir, ao contrario, uma experiência profícua na sua trajetória dentro da igreja. Além do envolvimento permanece até o fim!!!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

A FÉ NA UNIÃO

E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, tem bom ânimo, perdoados te são os teus pecados. Mateus 9:2º O que os outros acreditam pode ser atribuído a mim, os esforços daqueles homens em favor de seu amigo. A fé não é unilateral, outras pessoas devem e podem estar envolvidas nos meus dramas. O esforço conjunto daqueles homens foi o canal por onde a fé andou.

 A fé daqueles homens deu a possibilidade de que seu amigo fosse curado. Esses homens gostavam e, se identificavam com o paralitico, por isso tomaram ele para levá-lo a Jesus. Podemos dizer que a fé se manifestou no conjunto de atitudes de um grupo de homens de fé. Tomar o leito foi o esforço deles de fé. A fé nesse momento foi uma ação de esforço conjunto. O inverso também pode acontecer... se teus “amigos” não acreditam em você não farão nada por você, então, a fé não será manifesta. Seja qual for o motivo Deus precisa de pessoas com fé uns nos outros para poder manifestar seu poder. O amor foi o agente agregante daqueles homens e a fé levantou aquela cama. 

“Por se multiplicar o pecado o amor de muitos esfriará”... o elemento desagregante das sociedades é a inveja. Uma sociedade frustrada com os esforços individualistas cai na repetição dos atos mesquinhos, que é a inveja. Mateus 9:3-5 E eis que alguns dos escribas diziam entre si: Ele blasfema. Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse: Por que pensais mal em vossos corações? Pois, qual é mais fácil? Dizer: Perdoados te são os teus pecados; ou dizer: Levanta-te e anda?

Se observarmos o transfundo emocional daqueles outros homens, veremos pessoas nutrindo maus pensamentos. Os maus pensamentos (mesquinhos, egoístas, individualistas) impedem de você torcer pelos outros.

No que dependesse dos escribas aquele homem nunca seria curado, porque eram mesquinhos. A fé hoje não alcança maiores vitorias porque homens mesquinhos estão minando a força da fé. Se de um lado tinham homens torcendo pela cura daquele paralitico do outro tinham os da turma contra. Esses não venceram! Mas acredito que devemos tomar muito cuidado com nossa postura diante do esforço de alguns para levar adiante a fé. Quando ela esbarrar numa atitude critica e destrutora... abre o olho que você está do lado  dos mesquinhos e, esses nunca disponibilizam suas mãos em favor dos outros. Mãos desocupadas, mas com línguas afiadas!