A nossa mente possui essa coisa de produzir um padrão de
imagem bem particular. Ela se sustenta do coletivo das nossas relações por que
tudo, de uma maneira em geral, está dado para isso. Esse universo particular
possui um só objetivo – criar nexo para nossa identidade, nossas respostas da
realidade, criar nosso perfil de felicidade. Elas são as pontes da nossa
felicidade. Grande parte dos divórcios atuais é justamente porque se abre uma
ruptura das nossas expectativas – o cônjuge após o casamento as quebra com
respeito a uma serie de coisas, e, logo vem a ruptura, divorcio. Esse capitulo
gostaria de discutir um pouco sobre isso – Como construímos essa nossa
realidade? Como produzimos a nossa realidade sobre essa nossa verdade? A
realidade e a verdade das coisas são minhas. São particulares! Cada um possui
sua própria criação da realidade verdade sobre a vida. A janela da realidade
sobre a verdade da vida é uma criação nossa e bem particular que muitas vezes
só faz sentido pra nós mesmos. Elas são um amontoado de experiências
individuais e coletivas, portanto, fazem parte deste constructo que é nossa
vida. Compõem nosso leque imaginário da verdade.
Quando
tenho a oportunidade de entrevistar pessoas com esquizofrenia onde fica muito mais
fácil de compreender como nossa mente pode nos auto enganar. Ali diante desses
pacientes com historias incríveis, mas que refletem sua perspectiva de verdade
sobre sua realidade. Cada peça da sua realidade é montada com um único objetivo
– esquivar-se da dor. Elas se mobilizam para um olhar através da vida sem dor.
Tudo bem que elas estão mentalmente doentes, mas fica ali um alerta para mim
mesmo – não estarei eu fazendo o mesmo? Criando um universo ao verso das outras
pessoas? É incrível, mas real, em maior ou menor medida o fazemos e, sempre que
o desfazemos a guerra está instalada na direção daquele que rompeu a redoma.
Sejam, opiniões, torcidas, crenças, religiões, estamos arregimentados para a
batalha da nossa sobrevivência mental. Perder a minha opinião é perder a
identidade da vida! Nos agarramos e nos aferramos a essa convicções e o
naufrágio delas é a morte das nossas expectativas.
Portanto,
achei natural a reação dos conterrâneos de Jesus quando Ele proclamou-se o
Messias. As fotos diárias da vida de Jesus passaram sobre suas mentes e ela
refutou dizendo: Ele é o carpinteiro que conhecemos! Romper esse paradigma
formado ao longo dos anos no inconsciente social custa, e, caro. Mas, uma coisa
precisamos saber: o que é a janela da nossa realidade.
Tomando como algo que apreciamos a todo
momento, que é o pôr do sol no mar, façamos uma linha divisória entre esses
dois planos – o céu e o mar. É algo lindo de ser apreciado! O céu e o mar
tocando-se! Olhando para essa linha de separação, que divide o céu e o mar,
está o horizonte – O HORIZONTE DA REALIDADE VOCÊ CONSTRÓI A PARTIR DO QUE VOCÊ
VÊ - PERCEBE – SENTE. Seus olhos possuem a capacidade de dar 180° de ângulo
para distinguir tudo o que está dentro daquele quadrado mágico – você e seu
mundo. Meu mundo, nosso mundo. É a sua percepção da vida. É uma janela no qual
sua mente distingue as coisas do seu modo “sui genere” ou seu modo de entender
a realidade da vida. São as suas verdades! É o lugar onde estão as tuas
verdades. Da JANELA DA REALIDADE, dai surgem as tuas reações frente aos
desafios que a vida impõe. Para operacionaliza-la todos precisamos de
instrumentos que irão ativar a formação do horizonte da realidade. Eles são as
nossas memórias geradas desde a infância. São os relatos de família. São as
experiências oriundas de todas as partes aos quais as selecionamos de acordo
com as convicções preestabelecidas no seio familiar e depois nas nossas
incursões na vida. É tudo muito dinâmico a criação das nossas verdades porque
aqui jogam duas vertentes – a genética e a experiência de vida. Juntas elas dão
a cor da nossa personalidade.
A Bíblia consegue colocar os marcos de uma
construção de realidade, que redunda em personalidade, o mais próximo possível
do céu. A primeira fase dessa construção está na consciência de nós mesmos. “Lembra-te
também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias,
e cheguem os anos em que dirás: Não tenho prazer neles; antes que se escureçam
o sol e a luz, e a lua, e as estrelas, e tornem a vir as nuvens depois da
chuva...” Ecl. 12:1-2 A minha mocidade é o palco dessa construção. Ou a faço de
maneira correta ou não terei mais “prazer neles” e “não verei mais o sol e a luz...”;
o tempo de possuir, é ali, quando a minha mente está tomando a forma
definitiva. A ultima parte deste cérebro em crescer totalmente e o lóbulo
frontal que termina aos 21 anos de idade, nesse momento pára tudo! O que você é
se deu de forma absoluta!
A nossa construção da realidade precisa
passar pelo modelo de Deus. Este modelo poderíamos entender como toda a
revelação de de Deus ao homem. Cada momento Ele introduz uma forma de pensar que
seja mais sustentável a base nosso jeito de ser. Que essas repostas ao ambiente
não se traduzam num espirito conflituoso. Na realidade Deus quer um ser baseado
na Sua maior expectativa – a Paz – por isso seus filhos serão chamados de
pacificadores.