quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

PECADO E O PLANO DE DEUS EM FACE DE SATANAS - TEOLOGIA

Cheguei ao final desse livro com uma questão impossível de ser resolvia – adesão. Esse é um termo que usamos no consultório para observar como os pacientes fazem uso da sua medicação de forma regular. A grande maioria deles agravam suas doenças crônicas porque não conseguem fazer uso regular no  tratamento adotado para cada um. Não conseguem, por exemplo, aumentar o uso da agua ou diminuir o consumo de sal nas suas dietas. Tratamentos de abordagem fácil não progridem de forma positiva porque a adesão é baixa. Grande parte das doenças que evoluem mal está justamente ai – ADESÃO. Se os cientistas descobrissem como mobilizar as pessoas para aderirem aos tratamentos e/ou outras coisas da vida teriam descoberto a razão da existência para cura humana. A tragédia das sociedades baseia-se ao que estamos aderidos. A aderência faz uso de alguns instrumentos – responsabilidade – desejo de fazer – constância – envolvimento – e a ação propriamente dita. Os mediadores mais profundos tais como: amor – fraternidade – caridade – aumentam os níveis de assertividade colocando os resultados em níveis considerados satisfatórios. A questão é como manter-nos focados em um único ponto de atenção. Já ouviu falar disso?
Então, surge outro problema, a ATENÇÃO. Manter-se ADERIDO num foco de ATENÇÃO faz essa situação aumentar os níveis de complexidade. A pluralidade dos nossos comportamentos exige que elementos que distraem nossa concentração favoreçam a perda da atenção e aderência.  Esse é o amago das relações no Edém! A pescaria serve de bom paradigma para entender esse processo que deve ser bem estudado ou entendido. Deus deixou que eu decidisse, mas seu inimigo favoreceu através de artifícios que eu fosse fisgado. Ambos precisavam possuir esses dois elementos  para possuir meu controle – ATENÇÃO E ADESÃO. O tempo passou e está quase se esgotando, mas os parâmetros continuam iguais – ATENÇÃO E ADESÃO. Aqui está o “click” paradigmático da situação humana.
Pessoas que não gostam da rotina possuirão maiores dificuldades. Pessoas que não rotinizam suas vidas ficarão a mercê do acaso. Como dizia Albert Einstein “Deus não joga com os dados!” A essência das relações com Ele nos projeta a uma dinâmica rotineira. Tudo na natureza possui o principio da rotina. Basta olhar em volta! Dia, ano, hora, coração, pulmão, formiga, chuva, ciclo da agua, da vida é um continuo de rotinas. Uma disco de vinil precisa que a agulha passe sempre sobre a mesma trilha para poder reproduzir de forma perfeita a musica. Meu computador possui dados gravados em trilhas; a base para extrair essas informações é que as trilhas estejam ali intactas. A questão é que as pessoas sentem-se claustrofóbicas diante da rotina. Na ânsia de saírem dessa rotina começam a pular trilhas e daí emerge o sentido do prazer inócuo. Um bom exemplo disso é a Coca-Cola – açúcar = energia; cafeína = prazer; gás = satisfação gástrica; tudo isso junto gera obesidade porque é um alimento vazio, sem nutrientes.  
Satanás planta em Eva o prazer sem evidência; “... no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus...” O desconhecido, portanto o inócuo passa a ser a ser desejado porque ele manipula a ATENÇÃO e a ADESÃO. Nesse frenesi de paradigmas sem sentido, mas com a proposta de ser mais do que você realmente é vê-se lançada para decidir. Esse sincronismo inexplicável para os sentidos humanos foi a base para o homem entrar na síndrome do pecado. As pessoas começam a desenvolver comportamentos tão estranhos para a ótica Divina que Ela chega ao ponto de se desgostar do que havia criado: “Viu o Senhor que era grande a maldade do homem na terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era má continuamente. Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração”. Gn 6:5-6 É muita desilusão diante do potencial humano para fazer o que é mal! Nessa bola de eventos comportamentais sem precedentes, onde Deus, não possuía a menor noção do que significava o homem varrido por seus instintos, não suporta o resultado. A historia do pecado possui valor educativo! A morte é a complexidade do recurso a ser usado por Deus.
Jesus é o recurso da divindade para estabelecer este novo paradigma – ATENÇÃO E ADESÃO. “E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna.” Jo. 3:14-15 Nós precisamos entender que é só olhando de forma significativa que lograremos ser absorvidos pelo conteúdo. Pode até parecer um esquizoide, mas Deus precisa de toda a tua concentração. Um bom exemplo disso está na religião que mais conquista adeptos hoje em dia. O ritual forte, desde um simples posicionamento em suas orações, até a devoção sobre o nome ou imagem da sua forma, possui um transfundo de respeito aos símbolos religiosos. Eles colocam toda sua essência a disposição daquele momento de meditação. De longe posso até entender como atos extravagantes de passionalidade, mas na sua essência devocional está ali concentrada no ato. Você pode observar que não existem muitas nuances de condutas. Há uma hegemonia na religiosidade. Isso que nós vemos neles como algo tão extremo é a prova da relevância que a sua crença tem primazia sobre seus destinos. Explodir é o passo final para estar no paraíso. Um tanto absurdo tudo isso, mas serve para entender a forma como algumas culturas envolvem-se com suas crenças. “Amarás de TODO o coração...” eles entendem o significado dessas palavras, derrepente, a muitos só cabe critica-los pela relevância dada ao que realmente creem.
As “polis” – politeísmo – poligamia – e outas, tem nos empurrado para pelas ribanceiras da indecisão intrínseca ao consumismo. Essa extrategia tem conseguido fazer das “Alice (s) e as Celia (s)” passearem pelo paraiso desapercebidas de que o foco não são elas, mas o que está fora delas – a serpente. Os instrumentos propostos por Deus era que o homem olhasse para fora de si mesmo – o trabalho no Edém – o sétimo dia – suas atividades diárias – ser cabeça – ser auxiliadora idônea – tudo isso fazia que eles olhassem para fora de si mesmos com o objetivo de formar uma imagem do mundo exterior, seres e coisas. Ao contrario, Sattanas, propõe que você se olhe para dentro de si mesmo – “...e sereis como Deus...”. Essa proposta de autoconhecimento inócua fez ela romper as conexões da evidência para entrar num mundo virtual – realidade psíquica. Para gerar essa nova maeira de perceber as coisas ele precisava da ruptura com a realidade de Deus. Comer do fruto era o “corte da fita”, tal qual vemos nas inaugurações! Eva abriu espaço para construir uma cognitividade baseada nos “legos” virtuais de Satanás.
Quantos já não viram esses guindastes enormes nos prédios para transportar todo material para levantar o edifício. O inimigo de Deus fincou um objeto enorme com a possibilidade de fazer as coisas fora da realidade de Deus. Fez Eva acreditar que sua construção cognitiva era superior a de Adão. Ela poderia chegar a ser igual a de seu Criador! De um lado a realidade de Deus, onde o interlocutor era o Espirito de Deus (Gn. 6:3), e do outro, aquela no qual ela poderia imitar (Gn. 3:1). A maior prova de que o homem poderia construir por si mesmo a sua realidade é a Torre de Babel. Eram suas convicções acima da verdade de Deus e de tudo! Nós não mudamos em nada depois de milênios!
Nossas convicções sobre qualquer realidade seguem o mesmo trajeto observado pela bíblia:
- Você pode ser igual a Deus
- Disponho da vida das pessoas (Caim)
- Faço da minha vida do jeito eu que quero (pecaminosidade antediluviana)
- Ignoro e zombo dos que fazem a vontade de Deus (atitude antediluviana)
- A vida é “chata" (bebedeira de Noé)
- “Não sou o que sou” (Sodoma e Gomorra, conflito com sua identidade sexual)
         Aqui estão as estratégias de Satanás para a raça humana. Essas são as distintas vertentes e frentes de trabalho no qual nos enfrentamos hoje. São os diferentes anzóis nos quais cada um é agarrado por causa do formato de construção da realidade psíquica. Ver televisão com um olhar analítico nos dá a dimensão em como o pacote da destruição humana se propaga e dissemina como uma praga. Quando perdermos o controle total sobre nós mesmos; quando nossa necessidade de matar ultrapassar o extremo da racionalidade; quando nada nos satisfaça mais em nada; quando tudo perda o sentido da existência, então, Deus intervirá de forma “micro e macro” como foi nos dias de Sodoma/Gomorra e Dilúvio.


 Para cada ato de construção da realidade psíquica humana houve um desencadear de resultados.